A associação

Depois de vários encontros a partir de 2015, primeiro no Instituto de Estudos de Literatura e Tradição da Universidade Nova de Lisboa (IELT) e, posteriormente, em São Pedro do Sul, num movimento sempre em crescendo, a 1 de Março de 2020, em Viana do Castelo, foi criada a Associação de Canto a Vozes – Fala de Mulheres (ACVFM) na presença de 360 cantadeiras e cantadores, de 36 grupos formais e informais.  

A paixão uniu mulheres e homens com o objectivo de salvaguardar, divulgar e transmitir às novas gerações o canto de mulheres, de matriz rural, a 2, 3, ou mais vozes, com a vontade expressa de desocultar um canto ancestral praticado essencialmente por mulheres durante o seu quotidiano rural.

Silenciado ao longo dos tempos, praticado essencialmente no Centro e Norte de Portugal, o canto a 3 ou mais vozes é um dos mais ricos da Europa e muito pouco conhecido Pugnar pelo reconhecimento da riqueza deste património é outra das missões da Associação.

Assim, e com vista a esse merecido reconhecimento, foi formalizado, a 11 de setembro de 2021, em São Pedro do Sul, o pedido de inscrição do Canto a 3 ou mais vozes na Lista Nacional do Património Cultural Imaterial.

Neste momento, a Associação tem 64 grupos associados, número esse que, com toda a certeza, continuará a crescer.

Integram o seu Conselho Consultivo: Isabel Silvestre, Amélia Muge, Ana Paula Guimarães, Anne Cauffriez, Domingos Morais, Fernando de Oliveira Baptista, Joana Araújo, Manuel Pedro Ferreira, Manuel Rocha, Maria do Rosário Pestana, Salwa El-Shawan Castelo-Branco, Susana Sardo e Vítor Coelho Barros.

Este Conselho Consultivo, juntamente, com uma Rede Inter-municipal, de sul a norte do país, susteve o referido pedido de inscrição na Lista Nacional do Património Cultural Imaterial pela AVCFM cuja inscrição foi oficialmente aceite em Diário da República a 14 de dezembro de 2023.

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